Governo francês obriga as empresas a assumir as fotos que foram retocadas

Fonte: Exame

Os altos índices de transtorno alimentar alertaram a França a tomar atitudes. É obrigação das empresas assumir que as imagens de uso comercial foram modificadas em qualquer parte do corpo, e os modelos deverão apresentar um certificado médico para trabalhar, segundo as leis que foram publicadas no Diário Oficial.

O ministro francês da saúde anunciou que a partir de 1º de outubro “será obrigatório acrescentar às fotografias de uso comercial a menção ‘fotografia retocada’ quando a aparência corporal das modelos foi modificada com um software para afinar ou aumentar sua silhueta”.

O decreto afirma que a obrigação das empresas envolvem as fotos que estão inseridas em mensagens publicitárias estejam elas em cartazes, na imprensa ou nos catálogos e folhetos. Além disso, o anunciante é responsável pela fiscalização destas, é necessário prestar atenção se as fotos adquiridas foram retocadas.

Desde sábado, 6 de maio, haverá a necessidade de um atestado médico para os atuantes da área, que terá validade de dois anos, a medida também foi aderida aos outros países do Espaço Econômico Europeu quando trabalharem dentro da França. O ministério impõe que  o estado de saúde global da pessoa (…), avaliado por meio de seu índice de massa corporal, permite que exerça a atividade de modelo”.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) obtém métodos de estabelecer distinções entre os “tipos de magreza”, embora não são completamente confiáveis pois é muito subjetivo a relação existente entre o peso e a altura, muitos aderem ao teste do IMC (Índice de Massa Corporal), por exemplo, a primeira capital europeia a promover a proibição, em setembro de 2016, do trabalho de modelos com IMC abaixo de 18. De acordo com o teste existe a magreza leve (entre 17 e 18,5), moderada (entre 16 e 17) e a severa (abaixo de 16).

O objetivo do Governo é “mudar a imagem do corpo na sociedade para evitar a promoção de ideais de beleza inacessíveis e evitar a anorexia nos jovens”. E complementa “proteger a saúde de uma categoria da população especialmente afetada por este risco: as modelos”.

Fonte: Exame

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