Conheça o perigo de adquirir um carro que pode se tornar “zumbi”

Fonte: Meio e Mensagem

O último filme lançado da franquia Velozes e Furiosos contém uma cena que gerou grandes questionamentos e dúvidas em relação a segurança dos carros. Para ser mais específica, aos carros que contém mais conectividade. Em um ponto chave da trama, uma pessoa consegue, remotamente, hackear e controlar inúmeros automóveis ao invadir seus sistemas, fazendo até mesmo uma alusão a série The Walking Dead. O interessante é que mesmo sendo apenas um filme essa é uma preocupação com a segurança que está no cotidiano de quem desenvolve a tecnologia dos carros conectados.

O head de inovação digital no Grupo TV1, André Assis, comenta, após assistir ao filme, que não precisa obrigatoriamente que o carro seja autônomo, só é necessário que esteja conectado a uma rede. “Aliás, foi o caso de um Cherokee invadido em julho de 2015 pelos programadores Charlie Miller e Chris Valasek, que na ocasião controlaram rádio, ar-condicionado e até mesmo freios e acelerador do veículo, com a intenção de mostrar o quão frágil era a segurança do computador de bordo”. Ele também coloca o ponto de vista que tecnicamente não é impossível acessar remotamente e controlar um carro.

“Mas, atenção: na maioria dos casos o fator humano é o verdadeiro culpado. Então, se alguém tem, ou pretende ter um carro conectado, a melhor dica é ter a certeza de que o celular está seguro, pois ele pode ser a principal porta de entrada para as invasões do futuro”, ressalta Assis. É importante entender que as empresas estão tomando frente e buscando soluções, uma dela é “firewalls”, que é uma infraestrutura criada para trabalhar separadamente as funções do sistema, por exemplo, o sistema que controla as tarefas motoras das de entretenimento. As conexões são feitas apenas através da autenticação por smartphone.

 Segundo João Carlos Lopes Fernandes, professor de engenharia elétrica e de computação do Instituto Mauá de Tecnologia, mesmo que essas invasões no sistema sejam possíveis, ” transformar carros em zumbis” é coisa da ficção, pois o próprio motorista em uma situação dessas consegue assumir o controle do carro novamente desligando-o, ele afirma que até mesmo a BMW teve problemas e conseguiu corrigi-los “A correção desse problema foi realizada de forma automaticamente por meio de dados criptografados via HTTPS (conexão segura)”.

As empresas, ainda de acordo com Lopes, devem estar extremamente atentas as possíveis vulnerabilidades dos softwares, já que podem ser uma oportunidades para hackers. Os clientes também devem se atentar ao produto é interessante que procurar  saber sobre os sistemas e os riscos.

Assista a reportagem do Wired e veja como Charlie Miller e Chris Valasek conseguiram hackear uma Cherokee:

Fonte: Meio e Mensagem

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