Reposter: Skol muda padrão feminino em sua nova campanha.

Com o novo Slogan “redondo é sair do seu passado”, a Skol revolucionou sua imagem em relação ao empoderamento da mulher e a cultura machista no mês da mulher. Como todos sabemos, tudo o que nos rodeia é criação de nós mesmos, e isso implica estereótipos, objetificação e por conseguinte preconceito. Com o passar do tempo nós legitimamos algumas coisas que consideramos relevantes.

 Tendo esta visão e vivendo neste meio de grande desenvolvimento do empoderamento da mulher, com uma postura não muito comum na nossa sociedade, a empresa decidiu investir numa nova reafirmação das suas propagandas uma vez que elas não representava a empresa mais.

“Não adiantava nada assumir que tínhamos uma visão incorreta em relação a representação da mulher se, novamente, restringíssemos a nós a responsabilidade de apresentar essa nova visão. Por isso, decidimos convidar essas mulheres para que elas pudessem fornecer uma interpretação própria de como querem se ver representadas” Esclarece o diretor de criação da F/Nazca (agência de publicidade da Skol), Theo Rocha. 

A ideia aqui, foi tirar da mulher o emprego de objetificação, e para isso convidaram para participar do projeto ilustradoras e artistas plásticas, no intuito de recriar as propagandas com um teor preconceituoso. Conseguindo assim, uma nova imagem da empresa e o início de uma nova legitimação em relação a mulher. É importante ressaltar que essas mulheres além de sua exímia profissão para o programa são participantes de projetos nessa área e tem o que dizer e mostrar com base nas suas experiências. O projeto da F/Nazca foi chamado de “Reposter“.

O resultado, já esperado, além de inovador, foi também um grande passo para a sociedade, uma vez que em várias propagandas, não só da Skol, as mulheres eram representadas como objeto de consumo, frágeis e submissas.

O projeto de legitimar e pedir desculpas foi apresentado em vídeo, o qual as ilustradoras (Eva Uviedo, Elisa Arruda, Carol Rosseti, Camila do Rosário, Manuela Eichner, Tainá Criola, Sirlaney Nogueira e Evelyn Queiroz) falam sobre suas ideias e explicam como isso é importante além de mostrar sua arte.

Rocha conta que  “O que a sociedade espera hoje, em âmbito geral, é a verdade, tanto por parte dos políticos, quanto das empresas e também das próprias pessoas. Acreditamos que esse era o momento ideal para fazer essa análise e mostrar ao público que erramos, sim, mas que esse pensamento já faz parte do passado”. Seria interessante se outras marcas assumissem a mesma postura, pois além de um abandono da cultura machista antigamente expressa, cria uma nova cultura, aliás não cria, mas adere a diversidade cultural mostrando novas visões de um mesmo assunto.

Veja o vídeo de apresentação da campanha:

Fontes: Portal da Propaganda, Meio e Mensagem

 

Texto escrito por: Vitória Marques.

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